terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
O que te acontece ao
ver a cidade do
alto?
Arranhas o firmamento,
a majestade te cai do céu
e as pessoas lá embaixo
se parecem muito baixas - é o
mal da cobertura.
Cuidado para não ser pisoteado, formiguinha.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
O bom companheiro deve reconhecer:
a caminhada de um homem só
muitas vezes se revela uma
romaria.
Obrigado.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
De que me vale saber
as danças que fez
em suas andanças?
Nada me vale saber
os motivos que solaparam
seu destino.
Ainda que digam que
se pôs em covarde retirada,
apenas vejo queimar
a paixão de tua intensa jornada.
como se mostrava -
sol a pino a irradiar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
A visão,
a razão,
a expressão.
É preciso ser além da retórica.
Transcender.
Poetar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Eu assim,
fora do tom.
Mi sem Sol,
Só em mim.
Eu assim,
diminuto.
Sol em Mim,
sem Dó.
Eu assim...
Si, Lá, Dó.
Sei lá,
cilada!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Que lugar-comum!
Condenar o travestir,
no moderno vestir,
dos nossos jovens
burgueses.
Se não existe o belo aqui,
no macacódromo tropical,
não há de se ver desgraça ou chorar mal.
Afinal, sente-se cheiro de London nos bolsos
dos nossos jovens
burgueses.
Que lugar-comum!
Será que despender sem pudor,
na inconsciente esperança de agregar algum valor,
ratifica seu estigma de frívolos jovens
burgueses?!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
O pranto sai-me rido.
O derramado atua
a corromper-me a razão.
Misturado a algumas doses
de garrafas já vazias,
derramo sorrisos.
Vomito.
Sinto-me,então, pleno, oceânico.
Contraponho-me ao poeta.
Derramo meu riso,
sorrio meu pranto!
Sinto-me,então, pleno, oceânico.
Contraponho-me ao poeta.
Derramo meu riso,
sorrio meu pranto!
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